sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Contido

Eu vi tudo se passar diante dos meus olhos, meus mitos estavam todos superados. Não gosto de ingenuidade das pessoas, o comodismo delas me exaspera. Tenho vinte e alguns anos e nenhum ídolo, mas procuro ainda entre as mesas da cidade um olhar um pouco mais compreensivo, alguém, um índício de um paralelo clandestino num universo duvidoso, que não se possa supor pelo aparente sorriso frívolo.

Talvez entre os que tramam, os que conspiram, os que infernizam a vida alheia, talvez entre as pessoas mais secretas do planeta haja algum olhar pérfido e os que permitem, talvez os ambíguos ameaçam os mais loucos e os obsessivos fascinados por alguma razão, queiram viVER.

Passei a acreditar no fascínio, na doentia, na obstinada paixão mais absurda que nos torna transparentes para nós mesmos e para os outros eternamente impenetráveis.

Vivianne Oliveira



2 comentários:

  1. Vivi,

    o seu é ótimo, pulsante. Não se contenha, deixe que se esvaia como um vaso partido.
    bj.

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  2. Seja bem-vindo por aqui José Carlos. Tenho me transbordado, pena que não da forma como gostaria.

    Abraço!

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