Amor é pouco.
Amor acaba, degenera, adoece.
Não cabe em quatro letras e nem serve de moldura para porta-retrato.
É mais.
É uma mistura de tudo o que possa existir de mais bonito em um ser humano.
É um quadro de Monet.
É uma sensação de leveza,
É uma carga diária de vida.
Não é amor, ganha.
É um choro repentino,
Uma alegria inacabada,
Uma vontade de ganhar o mundo porque, inconscientemente,
Sabe-se da segurança do para-quedas.
É um domingo barulhento, uma letra bonita, uma surpresa.
É uma escolha dita e redita.
Não é amor, é a própria vida.
É uma certeza que chega a doer de tão bonita.
É um carinho que inunda os olhos.
É uma crise de riso.
É aprender a admirar o outro pelos detalhes.
Não é amor, é o alfabeto inteiro.
É rezar, baixinho, para que o sono seja tranqüilo
E que os santos e axés estejam, parados, observando como os dois são lindos.
É uma proteção sem culpa. É um diálogo com abraços.
É um silêncio que acalma.
Não é amor, é imenso.
É uma viagem a uma praia distante.
Um poema de Drummond. É uma dedicação desmedida.
Uma ida sem volta. É luz.
Não é amor, é uma sensação divina.
É um agradecimento diário, uma inveja alheia. São duas coisas que
brilham tranquilas, sem medo.
É um mundo de problemas facilmente solucionáveis.
Não é amor, é entrega.
São as lágrimas que caem agora só para desafogar.
É onipresença, equilíbrio, moradia.
É felicidade na sua melhor forma.
É uma sorte.
Não é amor, ultrapassa.
Fonte Site: aclarameninaclarablogspot.com
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